Praça das Mães: monumento ao afeto em Goiânia
No encontro das avenidas Anhanguera e República do Líbano, no Setor Oeste, a Praça das Mães guarda uma história que remonta à consolidação de um dos primeiros bairros planejados de Goiânia. O espaço ganhou sua imagem mais conhecida em 1969, quando foi instalado o monumento “Amor de Mãe”, do artista goiano Antenor Silva. Com 3,2 metros de altura, a escultura em concreto representa uma mãe abraçando o filho e tornou-se o elemento central da praça. Pesquisa acadêmica da UFG preserva inclusive uma fotografia do local naquele ano, feita por Hélio de Oliveira.
A praça acompanhou as transformações do Setor Oeste. Seu entorno, inicialmente marcado pelo caráter residencial, tornou-se cada vez mais comercial e movimentado. Durante décadas, um dos pontos de referência foi o supermercado Alô Brasil, bastante conhecido nos anos 1970 e 1980; mais tarde, o endereço foi ocupado pelo Supermercado Marcos e, posteriormente, transformado em galeria comercial. A proximidade da Igreja Ortodoxa São Nicolau, fundada em Goiânia em 1956 e ligada às comunidades sírio-libanesa, grega e eslava, também passou a integrar a identidade daquele trecho da cidade.
Depois de períodos de deterioração, a Praça das Mães passou por uma grande revitalização em 2019. Foram implantados novos canteiros, bancos, calçadas com piso tátil, árvores, palmeiras e iluminação, enquanto o monumento “Amor de Mãe” recebeu reparos e nova pintura. Naquele mesmo período, o espaço passou a ser denominado Praça das Mães – São Nicolau, reforçando a relação histórica com a igreja localizada em frente.
Pequena diante das grandes praças de Goiânia, ela possui um valor que não depende de tamanho. Em meio ao intenso trânsito de duas das principais avenidas da capital, uma mãe e seu filho permanecem abraçados desde 1969. Mais de meio século depois, a escultura de Antenor Silva continua transformando aquele pedaço do Setor Oeste em uma homenagem permanente à maternidade e em um marco afetivo da paisagem goianiense.


