Apogeu e morte do primeiro McDonalds de Goiás
O primeiro McDonald’s de Goiás foi inaugurado em 1990, na Avenida D, nas proximidades da antiga Praça do Ratinho, em Goiânia, onde hoje está o edifício WTC. A chegada da rede norte-americana representou uma novidade para a capital, que começava a incorporar grandes marcas internacionais ao cotidiano de seus moradores. O sucesso foi imediato: segundo números divulgados pelo primeiro franqueado, o empresário Eurípedes Junqueira Júnior, em apenas 30 dias de funcionamento a unidade recebeu 200 mil clientes, vendeu 240 mil sanduíches e faturou o equivalente a US$ 420 mil. O restaurante rapidamente se transformou em ponto de encontro de estudantes, adolescentes e famílias, oferecendo também festas de aniversário.
O cardápio dos primeiros anos também guarda curiosidades. Em agosto de 1991, o McLanche Feliz oferecia cheeseburger, batata frita pequena e refrigerante de 300 ml, com a possibilidade de substituir o sanduíche por seis McNuggets. Naquele período, uma promoção distribuía gratuitamente o chamado McLaço, um par de cadarços brancos com pequenos arcos vermelhos e uma figurinha dos personagens da Turma do Ronald McDonald. O restaurante também protagonizou uma disputa judicial em 1996, quando divergências entre o franqueado e empresas ligadas à rede envolveram contratos, dívidas e fornecimento de produtos. O conflito chegou a provocar a retirada de elementos que exibiam a marca McDonald’s, incluindo a figura do palhaço Ronald, em um episódio que ganhou repercussão na imprensa goiana e ficou conhecido como a McBriga. Apesar das turbulências, o endereço permaneceu associado à rede e continuou sendo uma referência comercial na região.
O fim chegou em outubro de 2015, quando o antigo restaurante foi fechado e demolido no dia 19, depois de aproximadamente 25 anos de história. O terreno, que incluía também a área de um supermercado vizinho, havia sido adquirido para a construção do empreendimento Nexus Shopping & Business, da Consciente JFG Incorporações SPE, atual WTC. Diferentemente do que alguns poderiam imaginar, a demolição não teve relação direta com a construção do Viaduto Latif Sebba, concluído em 2007, que já havia transformado a antiga Praça do Ratinho. A retirada do restaurante ocorreu oito anos depois, motivada pelo novo projeto imobiliário.



