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1977: Gasolina R$ 12, comum, azul e sem etanol

28 de setembro de 2026

Abastecer o carro em Goiânia em 1977 era bem diferente de hoje. A fotografia registra um posto da capital naquele ano, com um Fusca sendo atendido por frentistas. Nas bombas, o motorista encontrava basicamente gasolina comum e gasolina azul, além do óleo diesel destinado principalmente aos veículos pesados. O etanol, hoje uma das principais opções dos goianos, ainda não era vendido como combustível automotivo nas bombas.

Em abril de 1977, a gasolina comum custava Cr$ 6,00 o litro, enquanto a gasolina azul, de maior octanagem, saía por Cr$ 7,20. Em setembro, a comum sofreu novo reajuste e chegou a Cr$ 6,30. Considerando a correção do valor ao longo das décadas, aqueles Cr$ 6,00 equivaleriam hoje a aproximadamente R$ 12 por litro — quase o dobro do preço atualmente encontrado nos postos.

O Brasil vivia os efeitos da crise mundial do petróleo e tentava diminuir a dependência dos combustíveis derivados do produto importado. O Proálcool havia sido criado em 1975, mas o carro movido a álcool ainda não fazia parte do cotidiano. O primeiro automóvel brasileiro produzido em série para utilizar álcool, o Fiat 147, seria lançado apenas em 1979. A partir daí, o cenário começaria a mudar rapidamente e o combustível ganharia espaço nos postos do país.

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Quase 50 anos depois, o motorista encontra um cardápio muito maior: gasolina comum, aditivada, etanol, diesel e diesel S10, além de combustíveis premium em alguns estabelecimentos. A velha gasolina azul, por sua vez, desapareceu das bombas.