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Discatel, o sucesso de quem já teve 11 lojas, 300 funcionários e depois desapareceu

02 de outubro de 2026

Durante décadas, entrar em uma Discatel fazia parte da rotina dos apaixonados por música em Goiânia. Discos, fitas, equipamentos de som e instrumentos musicais dividiam espaço nas lojas de uma rede que nasceu na capital em 1976. Por trás do negócio estava Antônio Eduardo Neto, mineiro que chegou a Goiás em 1975, trabalhou vendendo discos e foi funcionário da Discoteca Paulistinha, de Bariani Ortêncio, antes de abrir o próprio empreendimento. O registro empresarial da Discatel data de 12 de novembro de 1976.

O crescimento foi rápido. Em reportagem publicada pelo Diário da Manhã em novembro de 1987, Antônio Eduardo contava que a Discatel já possuía 11 lojas em Goiânia e três no interior, empregava quase 300 pessoas e alcançava, segundo os números apresentados pelo empresário, 92,5% do atacado e 60% do varejo de discos e instrumentos musicais em Goiás. No mês seguinte, o jornal voltava a definir a Discatel como a principal rede do ramo no Estado.

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A presença da marca espalhou-se por diferentes pontos da cidade. Registros empresariais e anúncios antigos mostram unidades nas avenidas Goiás, Anhanguera e 24 de Outubro, além de outros endereços. Em 1992, por exemplo, uma publicidade da Discatel anunciava instrumentos e acessórios musicais, incluindo encordoamentos para contrabaixo e equipamentos profissionais. Era uma época em que comprar música significava percorrer fisicamente as prateleiras, escolher um LP ou uma fita cassete e, mais tarde, CDs — experiência que transformava lojas como a Discatel em pontos de encontro para diferentes gerações de consumidores.

Uma reportagem de 2025 sobre as antigas lojas de discos do Centro recorda Discatel, Som Livre, Metalize e Point Rock e observa que nenhuma delas sobreviveu.