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O Bandeirante “protegido” pelo espelho d’água

05 de outubro de 2026

Quem passa hoje pelo cruzamento das avenidas Goiás e Anhanguera dificilmente imagina que a estátua do Bandeirante já foi cercada por um grande espelho d’água. A fotografia, registrada nos anos 1980, mostra uma Praça do Bandeirante muito diferente da atual: água envolvendo o monumento, crianças transformando o espaço em local de banho e convivência e uma praça ainda integrada à vida cotidiana do Centro de Goiânia. Uma reportagem de 1983 confirma que crianças costumavam se banhar ali.

O monumento a Bartolomeu Bueno da Silva foi inaugurado em 9 de novembro de 1942. Criada pelo escultor Armando Zago e doada a Goiás por iniciativa do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito de São Paulo, a escultura tornou-se um dos símbolos do Centro. Ao longo das décadas, entretanto, a praça sofreu sucessivas remodelações. Pesquisa da UFG registra que o espaço recebeu fontes luminosas e que seu traçado original, circular, começou a ser profundamente alterado a partir do fim dos anos 1970.

O espelho d’água está documentalmente confirmado nos anos 1980. Em setembro de 1983, o Diário da Manhã descreveu a água da Praça do Bandeirante como “verde-azul” devido à falta de limpeza e relatou que crianças entravam nela. Outra pesquisa sobre as transformações do Centro registra expressamente que, em 1988, a Praça do Bandeirante ainda possuía o espelho d’água.

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A configuração acabaria desaparecendo. As intervenções destinadas ao transporte público e ao crescente fluxo de veículos reduziram progressivamente a praça. Segundo pesquisa da UFG, esse processo culminou no início dos anos 1990, quando a implantação do corredor viário da Avenida Anhanguera praticamente eliminou a praça como existia anteriormente, deixando o monumento restrito a um pequeno canteiro.