A megavia expressa de Goiânia, prevista em 1975, para trens e carros circularem juntos
Goiânia já planejou uma avenida monumental por onde carros e trens circulariam lado a lado. Em 1975, durante a administração do prefeito Rubens Vieira Guerra, surgiu uma das propostas mais ousadas de transformação urbana da capital: a Via Expressa Norte, uma plataforma de 45 metros de largura que aproveitaria o corredor da antiga estrada de ferro. O projeto previa duas pistas para automóveis, cada uma com 16,50 metros de largura, separadas por uma faixa central de 10 metros destinada à Viação Férrea Centro-Oeste (VFCO). A intenção era enfrentar os problemas de circulação no sentido leste-oeste, integrando o transporte ferroviário ao sistema viário de Goiânia. Seria uma mudança radical na paisagem da cidade, que ainda convivia com os trilhos e as instalações ferroviárias em uma área cada vez mais valorizada pela expansão urbana.
O plano não se limitava à construção da via expressa. A Prefeitura também estudava a implantação de um sistema de trem metropolitano de superfície, antecipando discussões sobre transporte ferroviário urbano que atravessariam as décadas seguintes. Para viabilizar a transformação, seria necessário retirar a estação de cargas da ferrovia de sua localização e transferi-la para uma área ao norte do Setor Palmito. Os depósitos de combustíveis existentes nas proximidades do antigo quartel militar também seriam removidos, com transferência prevista para a região do córrego Água Branca, no extremo leste da capital. A operação envolveria ainda indenizações à Viação Férrea Centro-Oeste e à Petrobras, responsável pelas instalações de armazenamento de combustíveis.


