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LENDA URBANA

O grande reveillon do medo: quando Goiânia temeu um apagão do bug do milênio em 2000

14 de outubro de 2026

Na noite de 31 de dezembro de 1999, enquanto Goiânia se preparava para celebrar a chegada do ano 2000, uma ameaça invisível despertava preocupação: o bug do milênio. Havia o temor de que computadores confundissem o ano 2000 com 1900, provocando falhas em bancos, aeroportos, hospitais, sistemas telefônicos e redes de energia elétrica. A possibilidade de um apagão ou de problemas nas contas bancárias alimentou a apreensão. Em 26 de dezembro, o jornal Diário da Manhã dedicou uma reportagem ao assunto, alertando que os verdadeiros efeitos do problema só seriam conhecidos depois da virada do calendário.
Em Goiás, o receio foi levado a sério pelas autoridades e empresas. A Celg, responsável pelo fornecimento de energia elétrica, preparou um plano especial de contingência para impedir interrupções no serviço. Uma reportagem publicada pelo Diário da Manhã em 14 de outubro de 1999 revelou que a companhia havia realizado testes em computadores, sistemas de supervisão das subestações, equipamentos de proteção e telecomunicações. O planejamento previa medidas de emergência para a passagem de 31 de dezembro para 1º de janeiro. No sistema financeiro, a preocupação também era grande: os bancos precisaram adaptar seus programas para evitar erros em saldos, pagamentos e registros de operações.
Quando chegou a meia-noite, o colapso tecnológico temido não se concretizou. Em sua edição de 1º de janeiro de 2000, o Diário da Manhã tratou o episódio como o “bug-mico do milênio” e relatou que caixas eletrônicos haviam recebido pessoas interessadas em conferir saldos e extratos antes da virada. A própria reportagem mostrou que muitos goianienses estavam tranquilos, apesar da preocupação que dominara parte do debate público.

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