A praça de Goiânia que nasceu antes de Goiânia
A Praça Joaquim Lúcio, no coração de Campinas, guarda uma particularidade que poucos goianienses percebem: ela já existia antes da própria Goiânia. Campinas surgiu ainda no século XIX e, quando a construção da nova capital começou, em 1933, já era um núcleo urbano consolidado. A praça tornou-se um de seus principais espaços de convivência, cercada pelo comércio e pela vida cotidiana da antiga Campininha das Flores.
Com o crescimento da região, a Joaquim Lúcio ganhou jardins, arborização e equipamentos urbanos, transformando-se em ponto de encontro dos moradores. Fotografias antigas mostram uma praça cuidadosamente ornamentada, enquanto ao redor funcionavam estabelecimentos comerciais e circulavam os primeiros automóveis. Campinas era então a principal referência urbana para os trabalhadores e comerciantes envolvidos na construção da nova capital, e a praça acompanhou de perto essa transformação.
Goiânia cresceu, incorporou Campinas ao seu tecido urbano e avançou muito além daquele antigo núcleo. A Praça Joaquim Lúcio, porém, permaneceu como uma das referências históricas do bairro, testemunhando a passagem da velha Campinas para a metrópole. Sua história ajuda a lembrar uma curiosidade fundamental sobre a capital: quando Goiânia começou a ser construída, já havia uma cidade pulsando ao lado — e uma de suas praças continua lá até hoje.


