Afinal, a Avenida Anhanguera funciona ou não? Veja as mudanças que redefiniram a avenida
A Avenida Anhanguera estava prestes a passar por uma transformação que definiria sua aparência pelas décadas seguintes quando esta imagem foi publicada, em maio de 1998. O projeto, realizado pelo Governo de Goiás e pela Prefeitura de Goiânia, previa intervenções em cerca de 13 quilômetros. No Centro, a mudança seria radical: o canteiro central seria retirado, enquanto tachões dariam lugar a muretas para separar os ônibus dos demais veículos. Também estavam previstas novas estações, recuperação do asfalto e renovação da frota. A expectativa era elevar a velocidade média dos ônibus de 12 km/h para 22 km/h.
Vista hoje, a ilustração chama atenção porque parece muito mais uma fotografia da Anhanguera atual do que da avenida existente antes da reforma. O canteiro não voltou, o corredor exclusivo permaneceu no centro e o tráfego comum continuou nas laterais. As estações e os terminais foram modernizados posteriormente, e o sistema entrou em uma nova etapa com renovação da infraestrutura e da frota, incluindo ônibus elétricos. Mudaram veículos, plataformas e equipamentos. O desenho básico implantado naquela transformação, porém, atravessou quase três décadas.
A Anhanguera também mostra como cada geração tentou resolver o mesmo problema: transportar mais pessoas por uma das principais artérias de Goiânia. O Eixo, criado na década de 1970, foi reformulado no fim dos anos 1990 e modernizado novamente nas décadas seguintes. A imagem de 1998, portanto, tinha algo de previsão: mostrava no papel uma avenida que, em sua estrutura essencial, continua diante dos goianienses em 2026.




