Afogamentos e salva-vidas: o Lago das Rosas perigoso que você não conhece
Durante boa parte das décadas de 1940, 1950 e 1960, o Lago das Rosas foi uma espécie de praia dos goianienses. Inaugurado como balneário em 1941, o espaço oferecia banho gratuito e tinha até trampolim para os mergulhos. Era um dos principais pontos de lazer de uma capital ainda jovem e pequena. O que começou como diversão, porém, passou a preocupar as autoridades à medida que acidentes e mortes por afogamento se repetiam. A Assembleia Legislativa de Goiás registra que os casos acabaram levando à proibição dos banhos.
A preocupação com as mortes aparece inclusive na legislação municipal. Em dezembro de 1954, a Prefeitura sancionou a Lei nº 490, criando no balneário o “Pôsto 9 de Maio”, destinado especificamente ao salvamento de vidas. A lei determinava plantão diário de uma pessoa capacitada, equipada para resgates e obrigada a residir no próprio Lago das Rosas. A criação de uma estrutura permanente de salvamento mostra que o risco de afogamentos já havia se tornado uma questão para o poder público na década de 1950.
Nem mesmo a presença de salva-vidas resolveu completamente o problema. Uma reportagem retrospectiva do Diário da Manhã, publicada em 1999, recordou que no fim dos anos 1950 dezenas de pessoas procuravam o lago para nadar e tomar sol e que muitas perderam a vida no local. Segundo o jornal, os salva-vidas do Corpo de Bombeiros, instituição ainda em seus primeiros anos, não conseguiram impedir a sucessão de tragédias. A situação chegou ao ponto de os banhos serem proibidos, com fiscalização policial e grandes placas de advertência.


