Mesmo com shoppings, o comércio do Centro de Goiânia ainda respirava no ano 2000
Quem caminhava pelo Centro de Goiânia na virada do milênio encontrava uma região que ainda concentrava parte importante da vida comercial, cultural e social da capital. A Avenida Goiás, a Avenida Anhanguera, a Rua 4 e a Rua 8 eram referências para compras, serviços e encontros. Lojas de roupas, sapatarias, galerias comerciais, bancos e estabelecimentos tradicionais movimentavam as calçadas. Embora os shopping centers já estivessem consolidados, o Centro permanecia como destino importante para consumidores de diferentes bairros e cidades do interior. Era também um lugar de memória, onde comércio, arquitetura e convivência se misturavam no cotidiano dos goianienses.
A transformação aconteceu gradualmente. A expansão da cidade para bairros como Bueno, Oeste e Jardim Goiás, a multiplicação dos shopping centers, a transferência de repartições públicas e o fortalecimento de outros polos comerciais contribuíram para reduzir a centralidade econômica da região histórica. Os números ajudam a dimensionar essa mudança: em 2000, o Setor Central tinha aproximadamente 24,4 mil habitantes; em 2022, eram cerca de 18,6 mil.


