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DIVERSÃO

Braseiro: a churrascaria que inovou e trouxe o modelo paulistano para Goiânia

31 de agosto de 2026

Durante os anos 1970 e 1980, o Braseiro esteve entre as churrascarias conhecidas de Goiânia. Instalado na BR-060, km 6, no Jardim Guanabara, ficava então afastado da região mais urbanizada da capital. Em 1981, anúncios já destacavam entre as especialidades o bife-baby e a feijoada aos sábados.

A proposta foi inspirada em duas casas conhecidas de São Paulo, Rubaiyat e Dinho’s Place. Anos depois, o fundador Washington contou ao Diário da Manhã que trouxe um churrasqueiro do Dinho’s para passar 40 dias treinando a equipe, dos cortes das carnes à preparação do braseiro. O cardápio também tomou os restaurantes paulistanos como referência. Segundo ele, o Braseiro “já nasceu lotado” e permaneceu em funcionamento durante 14 anos.

A localização ajuda a contar a história de uma Goiânia que ainda crescia. Ir ao Braseiro significava praticamente sair da cidade para jantar. Com o surgimento de novos restaurantes e a distância em relação ao Centro, porém, o movimento diminuiu e a churrascaria acabou fechando. O lugar também entrou para a história política: em 8 de dezembro de 1985, um almoço envolvendo o prefeito Daniel Antônio e vereadores esteve na origem do episódio que ficaria conhecido como “Camaragate”.

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O Braseiro ainda retornaria em 1998, agora na Rua 139 com a Rua 106, no Setor Marista, tendo Washington e Marcos Anísio como sócios. Era uma Goiânia diferente: a churrascaria que nascera praticamente na saída da cidade reaparecia em uma região que se transformava em polo gastronômico. O Braseiro mudou de endereço, mas ficou como parte da memória dos restaurantes que marcaram a capital.