Como Goiânia “engoliu” seu primeiro aeroporto
A partir dos anos 1940, o crescimento de Goiânia foi irresistível. Nos anos 1950, ficou impossível.
Não havia limites para a cidade (veja a imagem). Mais e mais gente chegava do interior e de outros estados. A jovem capital havia crescido para atrás do Palácio das Esmeraldas, no Setor Sul. Nasceu a Vila Operária (em 2026, Setor dos Funcionários), a Fama, a Vila Nova expandiu para a Nova Vila. E, óbvio, o aeroporto ficou no centro da cidade e no meio do progresso.
O governador Pedro Ludovico Teixeira, que retornou ao governo de Goiás por voto direto em 1950, decidiu que um novo aeroporto tinha de ser construído. E ao mesmo tempo concordou que a área do antigo fosse loteada para a criação do Setor Aeroporto. Ainda com o já velho e pioneiro aeroporto em funcionamento, o novo bairro foi desenhado e aumentou a pressão para a mudança.
Não seria tão fácil. O novo local escolhido para pousos e decolagens ficava numa ampla área chamada de Macambira, que em 2023 abrange o Setor Pedro Ludovico e muitos outros bairros. Uma pista de 800 metros foi aberta para apressar a transferência, mas os técnicos do governo Federal de aviação civil vetaram a obra. As terras onde deveria ser o novo ae- roporto pertencia a particulares, o que piorou a negociação.
Finalmente, na metade dos anos 1950 se optou por um local bem afastado da cidade, atravessando a última ponte sobre o Rio Meia Ponte, sete quilômetros depois da Vila Nova. A área pertencia ao médico Altamiro de Moura Pacheco. Sua mãe se chamava Genoveva.
Estava tudo pronto para nascer o Aeroporto Santa Genoveva.


