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GOIÂNIA

Goiânia teve uma das mais modernas oficinas de locomotivas do Brasil. Mas durou pouco

21 de setembro de 2026

Quando a Estrada de Ferro Goiás estruturou seu complexo ferroviário na nova capital, Goiânia ganhou uma instalação que estava entre as mais avançadas do país. O Depósito de Tração, destinado à manutenção e reparação de locomotivas, foi descrito nos documentos da época como um dos mais bem equipados e eficientes do Brasil. O complexo foi preparado inclusive para uma nova etapa tecnológica da ferrovia, com previsão para receber e reparar locomotivas diesel-elétricas. 

A oficina integrava o Centro Ferroviário de Goiânia, implantado durante a administração do capitão Mauro Borges Teixeira, no início dos anos 1950. O projeto ocupava parte de uma área superior a 500 mil metros quadrados, doada pelo Estado de Goiás à União, e foi planejado para permitir a expansão futura das atividades ferroviárias. Além do depósito de tração e da oficina, o conjunto ganhou serraria, instalações administrativas, central telefônica, cooperativa dos servidores e moradias destinadas aos ferroviários. A dimensão do empreendimento mostra a importância que se imaginava para Goiânia dentro da malha da Estrada de Ferro Goiás.

A modernidade, entretanto, teria vida relativamente curta. A expansão das rodovias, a redução dos investimentos ferroviários e a progressiva obsolescência do sistema atingiram também Goiânia. A partir dos anos 1970 começou o processo que resultaria na retirada de trilhos, demolição de estruturas e desativação de instalações ferroviárias; em meados dos anos 1980, o pátio de manobras e as estações de Goiânia e Campinas já haviam sido desativados.

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