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GOIÂNIA

Hotel Bandeirantes: do luxo ao abandono

30 de setembro de 2026

Quando fechou as portas, em 2003, o Hotel Bandeirantes encerrava uma trajetória de mais de quatro décadas no coração de Goiânia. O crescimento de outros polos hoteleiros, a mudança do perfil do Centro, as dificuldades de estacionamento na Avenida Anhanguera e a concorrência de hotéis mais novos contribuíram para a perda de espaço do estabelecimento. Depois do fechamento, o prédio que durante décadas fora sinônimo de requinte passou a conviver com a deterioração e o abandono. 

A história começara em 1959, quando o Bandeirantes foi inaugurado próximo ao cruzamento das avenidas Anhanguera e Goiás. O empreendimento teve entre seus responsáveis Amadeu Lettieri, Joaquim Machado e Hélio Lage Polli e ajudou a profissionalizar a hotelaria da jovem capital. Anúncios daquele ano apresentavam o Bandeirantes como “o maior e mais moderno do Brasil Central”. Com hotel, restaurante e espaços de convivência, transformou-se em ponto de encontro da sociedade goianiense e em endereço de visitantes ilustres. 

Por seus quartos passaram políticos e artistas. Juscelino Kubitschek, já ex-presidente, hospedou-se ali quando foi candidato ao Senado por Goiás, em 1961; Elis Regina também esteve entre as celebridades recebidas pelo hotel; João Havelange, o todo poderoso presidente da CBF deu ali o aval para que o Goiás Esporte Clube fosse o representante de Goiás na Série A do Brasileirão em 1973. O comandante Rolim fundou ali a TAM. Em 1984, quase 25 anos depois da inauguração, o Diário da Manhã ainda o descrevia como um “cartão de visitas da cidade”, destacando seu hotel quatro estrelas, restaurante e whiskeria.

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