Jaiminho, o piloto goiano que correu as 500 Milhas de Indianápolis pela IndyCar
Nascido em Goiânia em 5 de novembro de 1980, Jaime Câmara Neto cresceu em uma família conhecida sobretudo pelo poderoso grupo de comunicação construído pelos Câmara em Goiás. Neto de Jaime Câmara e filho de Jaime Câmara Júnior, “Jaiminho” escolheu um caminho diferente dentro da família. Começou no kart aos 12 anos, voltou às competições em 1997 e, depois de disputar o Campeonato Goiano de Kart, passou aos monopostos, correndo na Fórmula Millennium e na Fórmula 3 Sul-Americana.
A grande mudança aconteceu em 2005, quando foi para os Estados Unidos disputar a Indy Pro Series, hoje Indy NXT, categoria de acesso à IndyCar. Logo na temporada de estreia conseguiu um feito importante: venceu a Freedom 100 no Indianapolis Motor Speedway, justamente no fim de semana das 500 Milhas de Indianápolis. Também venceu em Nashville e conquistou três poles, terminando o campeonato na quinta colocação. Seu desempenho nas classificações lhe rendeu o apelido de “Sr. Primeira Fila”.
Em 2006, já defendendo a Andretti Green Racing, conquistou outra vitória, desta vez em Milwaukee, e terminou o campeonato em sexto. Permaneceu na categoria em 2007, novamente terminando em sexto e conseguindo três terceiros lugares. Foram três temporadas consecutivas entre os principais nomes da categoria de acesso, até surgir a oportunidade que perseguia: correr na própria IndyCar.
Em 2008, Jaime Câmara Neto estreou na IndyCar pela Conquest Racing. E chegou ao palco máximo do automobilismo norte-americano: disputou as 500 Milhas de Indianápolis, terminando em 31º. Seu momento mais marcante naquela temporada ocorreu em Richmond, onde chegou a liderar 44 voltas e disputar as primeiras posições antes de bater. Ao final do campeonato ficou em 23º, com 174 pontos.
Depois da Indy, sua presença nas pistas diminuiu. Em 2011 ainda disputou provas do FIA GT1 World Championship, pilotando um Chevrolet Corvette da DKR Engineering, antes de encerrar a carreira profissional. Os registros disponíveis contabilizam sua última temporada internacional naquele ano.


