Nascimento, apogeu e queda do BEG
A história do Banco do Estado de Goiás (BEG) começou em 1951, quando a Assembleia Legislativa aprovou a Lei nº 586, autorizando a criação de uma sociedade por ações com sede em Goiânia. O banco foi concebido para atuar como instrumento de crédito e desenvolvimento econômico do Estado, financiando atividades produtivas e ampliando o acesso aos serviços bancários em uma época em que Goiás ainda tinha uma estrutura financeira reduzida. Ao longo das décadas seguintes, o BEG se transformou em uma das principais instituições financeiras goianas e passou a fazer parte da vida econômica do Estado.
A partir dos anos 1990, porém, os bancos estaduais passaram a enfrentar um cenário diferente, marcado pela estabilização da economia após o Plano Real, pela necessidade de reestruturação do sistema financeiro e pelo processo de ajuste das finanças dos Estados. O BEG acabou incluído no programa de privatização dos bancos estaduais e teve seu controle transferido para a União como parte do processo de saneamento. No momento da privatização, o banco possuía 152 agências e 116 postos de atendimento, alcançando 188 municípios goianos, além de unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
O desfecho ocorreu em 4 de dezembro de 2001, quando o BEG foi levado a leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O preço mínimo havia sido fixado em R$ 300,72 milhões, mas o Itaú arrematou a instituição por R$ 665 milhões, valor que chegou a R$ 680,85 milhões considerando a oferta aos empregados e as sobras. A venda encerrou meio século de história do banco como instituição controlada pelo Estado de Goiás e marcou o desaparecimento de uma das marcas mais conhecidas do sistema financeiro goiano.


