O candidato a deputado que levou 18 tiros durante a eleição. Pedro Ludovico estava com ele
O major da Polícia Militar e deputado estadual Getulino Artiaga Lima foi assassinado com 18 tiros em 8 de setembro de 1950, durante a campanha pela reeleição em Nova Aurora, no sudeste de Goiás. Pedro Ludovico estava com ele nesse viagem. Nascido em Itaberaí, em 19 de julho de 1913, Artiaga construiu carreira militar e atuou como delegado em cidades como Formosa e Anápolis, antes de ingressar na política pelo PSD. Eleito deputado constituinte em 1947, participou da elaboração da primeira Constituição estadual após o Estado Novo e tornou-se um dos principais aliados de Pedro Ludovico Teixeira.
O crime ocorreu durante um comício do PSD que contaria com a presença de Pedro Ludovico. Após confrontos entre pessedistas e udenistas, que já haviam provocado a morte do líder local Tatico Rosa, Getulino dirigiu-se ao local onde estavam adversários políticos e foi atingido por 18 tiros, morrendo no exercício do mandato. O episódio transformou-se em um dos mais emblemáticos casos de violência política da história de Goiás.
A morte de Getulino Artiaga teve forte repercussão no Estado e alterou o cenário eleitoral de 1950. Sua esposa, Berenice Teixeira Artiaga, assumiu sua candidatura pelo PSD e foi eleita, tornando-se a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás. Em homenagem ao parlamentar, o plenário da Assembleia Legislativa recebeu posteriormente o nome de Getulino Artiaga, perpetuando sua memória na história política goiana.


