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GOIÂNIA

Os casamentos em Goiás nos anos 1950 a 1970

23 de julho de 2026

TBT com LBP – Casamentos, seus preparativos e fotos viravam notícias na Coluna de LBP

Por Guilherme Batista Pereira

Lourival Batista Pereira (LBP) assim noticiava – em sua coluna diária – a decisão de “esposar” uma senhorita nos anos 1950: “Caiu mais um jequitibá!”.

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“Jequitibás” era o nome dado a um grupo de solteiros convictos de Goiânia que, a partir do anúncio, deixava a sua vida desimpedida para se dedicar a sua noiva e – logo depois – sua esposa e família a ser constituída.

Nos anos 1950, com a cidade superando os 50 mil habitantes, as cerimônias de casamentos em Goiânia eram eventos solenes, fortemente marcados pelo conservadorismo social e pela tradição religiosa.

Naquele tempo tinham como seu primeiro ato quando o noivo buscava a mão da moça (formalmente) diante dos pais, familiares e amigos. Dai em diante eram várias as providências até a cerimônia nupcial.

A mais importante delas era sem dúvida a escolha da igreja. Goiânia em 1956 já contava com alguma opções (edificações até hoje preservadas). Eram elas: Igreja São José (Campinas), Igreja Atheneu Dom Bosco, Paróquia do Imaculado Coração de Maria e a Catedral Metropolitana de Goiânia, onde cerimônias eram – invariavelmente – conduzidas pelos Arcebispos que por ali passaram desde a sua benção oficial, conduzida por Dom Abel Ribeiro Camelo em 1956.

O casamento na igreja era precedido pelo união civil, que ocorria geralmente um ou dois dias antes da celebração religiosa, já com a presença de familiares e amigos de outras cidades e estados.

As recepções, quando aconteciam, eram nos salões das próprias igrejas ou nas casas de um dos noivos, com o tradicional “corte do bolo”, além de jantares preparados ali mesmo por cozinheiros locais, sem ainda serviços de buffet – fato impulsionado nos anos 1970.

Os casamentos – nos anos 1960 – ainda celebrados em cerimônias tradicionais nas paróquias da capital, já contava também com a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora e a Igreja São Judas Tadeu (Setor Coimbra).

Já nos ano 1970 os casamentos eram marcados pela transição entre o estilo de vida mais “provinciano” e o ares metropolitanos da capital. As cerimônias religiosas persistiram, mas entraram em cena os buffets para as festas – que já ocupavam hotéis e clubes tradicionais de Goiânia.

Eram ainda tempos em que fotografias protagonizavam as lembranças do casamento.

Assim, várias notícias e registros de casamentos ocorridos nos anos 1950, 1960 e 1970 foram destaques publicados por LBP em sua coluna diária.

Era um tempo que “redes sociais” ainda prescindiam de jornalistas, editoriais e jornais.