A revolta contra o aumento das passagens de ônibus. Goiânia transformada em praça de guerra
Em maio de 2013, antes de as grandes manifestações de junho tomarem conta do Brasil, Goiânia já vivia uma onda de protestos contra o aumento das passagens de ônibus. O reajuste de R$ 2,70 para R$ 3,00, equivalente a 11,1%, provocou uma reação de estudantes e movimentos sociais, que passaram a ocupar ruas e praças da capital. A mobilização começou antes mesmo de o novo valor entrar em vigor, em 22 de maio, e transformou a insatisfação com o transporte coletivo em uma das maiores controvérsias daquele período.
O episódio mais tenso aconteceu em 28 de maio de 2013, quando aproximadamente 300 manifestantes participaram de um protesto que terminou em confronto com a Polícia Militar na região da Praça da Bíblia, no Setor Universitário. A Cavalaria e o Batalhão de Choque utilizaram bombas de efeito moral e balas de borracha. Houve incêndios e depredação de ônibus, além de danos a uma agência bancária. Segundo a imprensa da época, pelo menos 14 pessoas foram detidas.
Os acontecimentos colocaram Goiânia entre as cidades brasileiras que protagonizaram manifestações contra as tarifas de transporte antes da explosão nacional das chamadas Jornadas de Junho. O movimento também levou o Ministério Público de Goiás e o Procon a questionarem o reajuste, incluindo os cálculos apresentados para justificá-lo.


