O fim da Praça do Ratinho e o significado do viaduto que mudou o trânsito no local
A antiga Praça Latif Sebba, popularmente conhecida como Praça do Ratinho, desapareceu de sua configuração original em 2007, quando a Prefeitura de Goiânia, na administração de Iris Rezende, construiu um viaduto no encontro da Avenida 85 com a Avenida D e a Rua 87, entre os setores Oeste, Marista e Sul. A obra alterou profundamente a paisagem de um dos cruzamentos mais conhecidos da capital. O nome Praça do Ratinho havia surgido décadas antes, por causa de um posto de combustíveis que possuía um chamativo letreiro de neon vermelho, representando um ratinho segurando um queijo. A figura luminosa se tornou tão conhecida que acabou batizando popularmente toda a região.
A transformação começou em julho de 2007 e, em 9 de novembro daquele ano, o tráfego do novo viaduto foi liberado. A intervenção, que custou aproximadamente R$ 7,3 milhões, buscava melhorar a circulação de veículos em um cruzamento por onde passavam cerca de 1.200 automóveis por hora, segundo informações divulgadas na época. A antiga praça foi remodelada, dividida em dois semicírculos, e passou a abrigar uma grande estrutura metálica.
O elemento mais marcante da transformação foi o Monumento dos Três Marcos, projetado pelo arquiteto goiano Marco Antônio Amaral. Com 56 metros de altura, a escultura possui três estruturas metálicas pontiagudas que se apoiam umas nas outras e apontam para leste, oeste e sul. Seu significado remete à fundação de Goiânia: segundo a tradição histórica incorporada ao projeto, o urbanista Atílio Corrêa Lima teria fincado três marcos de madeira para orientar o traçado da futura capital, em 1933. As pontas também representam as direções de expansão da cidade.


